Carregando...
Carregando

Artigos

Qual rende mais: CDB x LCI x LCA x poupança?

Qual rende mais: CDB x LCI x LCA x poupança?
Uma das principais dúvidas do investidor de renda fixa costuma estar relacionada ao cálculo da rentabilidade líquida dos investimentos. Para calcular os ganhos devem ser levados em consideração fatores como o desconto de imposto de renda na fonte – que não ocorre na poupança, LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA LCI (Letra de Crédito do Agronegócio), mas é obrigatório no caso do CDB (Certificado de Depósito Bancário).

A taxa básica de juros também influencia na rentabilidade e, apenas neste ano, a Selic teve queda de 4,5 pontos percentuais, atingindo 9,25% ao ano em julho, no patamar desde 2013. CDB, LCI, LCA e poupança são aplicações nas quais o investidor empresta uma quantia para o banco durante determinado período em troca de um retorno financeiro, porém com critérios de rentabilidade diferentes. Para ajudar na análise das opções, a B3 (fusão da BM&FBovespa com a Cetip) desenvolveu uma simulação com parâmetros fictícios que compara o desempenho das modalidades, assumindo um investimento de R$ 10 mil realizado em 1º de agosto de 2017.

b3

O CDB com prazo de um ano renderia mais do que a poupança quando remunerado a 100% do DI e menos do que a poupança quando se considerou a remuneração a 90%. Já um ativo isento de imposto de renda, como LCA ou LCI, renderia menos que a poupança quando remunerado a partir de 80% do DI e mais quando remunerado a 90%.

Para os mesmos investimentos com prazo mais longo, de dois anos, tanto o CDB remunerado a 90% do DI, como os ativos isentos remunerados a 80%, também compensam mais do que a aplicação na poupança. Cabe lembrar que o mercado prevê Selic abaixo de 8,50% de outubro de 2017 a maio de 2018, alterando a regra de remuneração da poupança no cálculo utilizado para o estudo. Assim, foi considerada TR de 0,05% ao mês. O investidor deve estar atento a outra diferença relevante entre estes tipos de investimento.

Nos CDBs, LCIs e LCAs há mais de uma possibilidade de taxas de remuneração, o que não acontece no caso da poupança, que, por lei, paga o mesmo rendimento em todos os bancos. É importante verificar também o risco de crédito da instituição emissora, assim como a liquidez – possibilidade de resgatar o dinheiro antes do vencimento – e se a aplicação será registrada em uma câmara, como a B3. É interessante, ainda, que o investidor avalie as alternativas com o auxílio de um consultor especializado ou instituição financeira, considerando todos os critérios envolvidos, que devem se adequar ao seu perfil de risco e expectativas.

Tanto a poupança como o CDBs, as LCIs e as LCAs contam com cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que garante o pagamento de determinado valor investido caso a instituição financeira emissora vá à falência. A cobertura atual é de até R$ 250 mil, desde que o ativo esteja devidamente registrado no CPF do investidor.

M
atéria retirada de: Infomoney.